segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Deu Tilt?

Deu Tilt?

Em 1720 Isaac Newton o descobridor da lei da gravidade confessa: consigo calcular o movimento dos corpos celestes, mas não a loucura dos homens[i].   Existem níveis de depressão e seratonina que atuam no cérebro e são perfeitamente capazes de enviesar uma tomada de decisão. Estudos informam que uma pessoa com baixo nível de seratonina no cérebro é pouco racional[ii].  E então porque as pessoas hiper-racionais como por exemplo como Newton acabam tomando decisões irracionais quando o assunto é dinheiro? 

Não suportamos a incerteza de ficarmos pobres.  Será?

Talvez  dinheiro ou finanças nada tenha de comportamento será que o  comportamento do individuo altera sua racionalidade e por consequência suas decisões financeiras? Este é o “causo” de uma mulher de 37 anos, mãe, divorciada que mora com seus dois filhos pré-adolescentes e precisa decidir sobre suas prioridades.

Trabalho, mestrado, casa, dinheiro, namorado, lazer e filhos.
Mas poderia ser assim:

Filhos, dinheiro, namorado, trabalho, casa, amigos, mestrado e lazer.
Porém assim também seria legal:

Namorado, filhos, dinheiro, casa, amigos, diversão, mestrado e trabalho.
Mas namorado e amigos estão distantes, isso não é bom.

Filhos, mestrado, dinheiro, trabalho, namorado, casa, amigos e lazer.
Mas filhos não combinam com mestrado e dinheiro

Namorado pode também não combinar com filhos e mestrado
Filhos por vezes não combinam com trabalho e lazer.

Trabalha-se muito não sobre tempo para o lazer
Se não trabalho muito, não tem o lazer, a casa e o mestrado.

Às vezes também não tem o namorado
Mas os amigos, filhos serão para sempre.

Mas a casa, o namorado, o trabalho e dinheiro pode não ser.
Ou não?

Então qual seria a melhor combinação

A racionalidade deve estabelecer um padrão mínimo aceitável de comportamento humano satisfatório. Mas como determinar o que é prioritário.?



[i] Revista Super Interessante Ed.Nov/2008.
[ii] Desvendando a Mente do Investidor
Richard Peterson, Editora Elsevier, 2008.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Segundo: GANHO MUITO POUCO DE MESADA

Segundo: GANHO MUITO POUCO DE MESADA.

Em média R$10,00. Minha mãe disse que ia dar dicas para que eu gaste menos...mas todas as dicas são muito difíceis, tanto pior como estar no garrafão e errar o lance do basquete. Eu prestei atenção no que ela falou (vou resumir), pois ela fala muito, mas é só relaxar, que depois vc entende no final o que ela quer dizer com aquele sermão todo. É só prestar atenção no começo e no fim, aí vc saca o que ela quer dizer de verdade... Ela disse que não ia mais me deixar ir à padaria e disse também que eu preciso melhorar o meu comportamento, pois eu estou me tornando muito ansioso para ter as coisas e que esperasse até o meu aniversário chegar. Quem sabe eu poderia  ganhar o meu presente?. Aí ferrou tudo, pois eu faço aniversário em Outubro e hoje é março, como é que eu vou esperar tanto para ter o que eu quero agora. 

Terceiro:

Terceiro: Ela disse que esta seria umas das difíceis tarefas de entender o lance todo com o dinheiro. O Tempo: ele faz o dinheiro crescer e nos educa em relação aos nossos sentimentos. Tipo: não comprar agora para ver ser mais tarde a vontade continua.  Aí eu pensei que fosse parecido com aquele lance do impulso de arremessar a bola na cesta. Na hora não pode pensar, mas se vc já pensou, ou seja, terminou antes, aí não tem falha, vc pode arremessar a bola e com quase certeza vc vai fazer pontos.
Acho que com o dinheiro é o mesmo. Se eu me controlar e ver se aquilo que quero muito e preciso muito e não demorar muito, é porque preciso muito mesmo, então a compra vai ser legal.  Não gastei meu dinheiro com besteiras. Sabe que às vezes isso pode ser verdade mesmo. Outro dia me arrependi de comprar uma caixinha linda para botar as minhas balas, era baratinha mais quebrou na mesma hora... puxa fiquei bravo... Acho que foi impulso e a bola caiu fora.
Pedro 3/2011

Impulso: Quero comprar - Pedro: 11 anos.

Educação Financeira para Jovens e Crianças:

Primeiro -  Impulso: Quero comprar

Pedro: 11 anos.
Estou economizando minha mesada para comprar uma coisa, na verdade é um brinquedo... Irado, super legal só que estou com dificuldades muito grandes.
Primeiro: fico gastando o meu dinheiro com balas, chicletes e besteiras (digo qualquer coisa engraçadinha que no momento eu acredite que precise muito). Isso é muito constante... Não sei o porquê, eu sinto isso. Tenho que falar com a minha mãe... Será uma doença cerebral, fico meu alucinado só pensando em ter aquilo que quero?
E como se a  minha vida dependesse de ter aquilo, não consigo pensar em nada, fico vendo o que eu quero em todos os lugares, engraçado mesmo, aparece gente de todo jeito me falando sobre ter aquilo. Comerciais na TV, amigos do prédio, na escola. Um saco! Isso é muito doido. Já senti isso quando era mais novo, com os brinquedinhos que vinham dentro do Kinder Ovo... Me deixavam doido, ter que esperar para abrir o ovinho...eu sempre achava que não era repetido, mas aí eu cresci, nem ligo mais para o kinder ovo.  
Minha mãe diz que eu não preciso ter aquilo que eu quero, na hora que eu quero que é um lance do meu cérebro que manda este tipo de mensagem. Tipo: MSN, claro e objetivo a informação, eu acho, é só deletar da caixa de entrada.
Eu até acredito nela, mais ou menos. Por exemplo: Eu quero muito uma lupa grandona, preciso muito ver as perninhas das formigas, e meu cérebro também acha isso, porque ele não se esqueceu disso há mais de três meses, desde quando eu quebrei minha lupa velha. E toda vez que eu vejo uma lupa, eu me lembro das perninhas das formigas, então eu conclui que: eu e meu cérebro gostamos da mesma coisa... E não dar para ver as perninhas das formigas sem uma lupa grandona...
Mas a minha Mãe disse que eu não cuidei bem da minha lupa e que agora tenho que aprender a esperar etc. bla bla bla (depois de 10 minutos falando...). Ela se empolga é professora de finanças e adora economizar... Bom finalizando... Ela diz que se eu aprender a esperar meu cérebro vai começar aprender a selecionar o que é necessário e o que é impulso.  Parece bacana, mas não se sei funciona... Bom, entendi mais ou menos o que ela quer dizer com impulso. Acho que é sair gastando toda a mesada (na hora eu pensei que impulso era o mesmo  para jogar basquete, ou seja, impulso no garrafão para acertar a bola na cesta).
 Ela disse que é parecido mais diferente. Bom... já falei ela é meio complicada. Antes que ela falasse por mais de 10 minutos sem parar... Eu preciso arranjar uma conclusão, porque já estava quase começando a desistir do meu brinquedo...
Aí eu falei: Mãe é o seguinte. Tenho que conter um impulso para ganhar o que eu quero depois, num dia que eu não sei quando é? Sem noção! E que este impulso é diferente do que pular para jogar basquete. Impulso é quando a gente não pensa no que vai fazer apenas pula, ou seja, compra algo que ser quer muito, mas não faz cesta, entendeu? No basquete impulso pode ser o mesmo, se a gente não pensar direito na direção da bola, você pode errar o lançamento da bola, aí vc não faz pontos. E como pular sem a bola no garrafão. Faz sentido?
Não é claro que não. Bom deve ser isso. Impulso tem que ser pensado e esperado, mas aí não é impulso, eu disse. Perdeu a graça da coisa querida! ( exemplo as perninhas das formigas, caramba!
E minha mãe respondeu: Então não vai ser preciso esperar muito, é algo desnecessário não precisa ser comprado.
Vixe... !Agora deu...., misturar as ideias... Esperar para comprar ou comprar quando tem que esperar?...e aí quando for a hora de comprar talvez você não queira mais. Carambolas...?¨%(**#@!.
 Bom, sei lá... Só sei que seria legal ver as perninhas das formigas... Mas minha mãe vem com esse papo de Utilidade & Impulso. Ela vai ter que explicar!

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