quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Desafio: Deuses & Homens – Cap.1



O passado representa o futuro?

Média, desvio padrão, coeficientes, correlações, pesos e probabilidades, incerteza e Tomada de Decisão. Será que 3 ou 4 graus de incertezas podem representar o passado?  E se cairmos no “buraco negro”, no erro aleatório?

A amostra do passado refletirá os dados presentes? E se as informações não forem precisas, não serão representativas do evento analisado? Segundo Drucker, nos últimos anos 20 anos o mundo  mudou mais do que nos últimos 100 anos,  e portanto  o valor  esperado pode não ser  tão esperado  e  sim enviesado.

Então não há o que se fazer:

Tomar Decisões  em informações que pouco representam o dia de hoje e pouco  representará amanhã  pode ser arriscado. Os vieses podem ser conhecidos, porém nem sempre corrigidos.
Não há certezas apenas incertezas para um amanhã. O valor esperado pode não ser a soma dos betas e desvios padrões de um passado que ontem era representativo, mas hoje não é.

 A teoria de Finanças avança para campos menos precisos, mais reflexivos, será?

 O comportamento é um peso a ser atribuído na teoria das probabilidades? E qual será o exato valor deste peso? Quais serão as variáveis respostas positivas ou negativas que possam explicar tal evento?  A Estatística está em cheque mate: Ou explica ou teoriza.

No livro Desafio dos Deuses a espiral de Fibonacci  de aspecto familiar semelhante a conchas marinhas, chifres, galáxias, ondas de surfistas preservam em sua estrutura uma  forma sem alteração a medida em que é aumentada. Cresce independentemente do seu tamanho do quadrado inicial  que dá inicio ao processo.  A forma é independente do crescimento, ou seja, cria-se quantidade sem sacrificar qualidade, conforme diz W. Hoffer.

 O Liber abaci de Fibonacci, de 1202, isso mesmo, foi o primeiro passo no entendimento sobre controle de risco, segundo  P. Bernsteisn as pessoas acreditavam que o risco ainda dependia da do  capricho da natureza, era preciso  ter coragem para enfrentar o destino  e quando não se tinha, culpava Deus.  Essa aceitação permaneceu coerente por ainda uns duzentos anos no futuro mesmo depois de Fibonacci.


Fonte: pneruda.edu.glogster.com- Finonacci

A Espiral descrita por  Fibonacci, é infinita e começa com 0 e 1, os números seguintes são sempre a soma dos dois números anteriores, sendo  que depois de 0 e 1, vêm 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34… É uma  sucessão de números presentes em muitos fenômenos da natureza e em diversos organismos vivos  que ao transformar esses números em quadrados de forma  geométrica, é possível traçar uma espiral perfeita,  chamada também de  “proporção áurea”,  usada na arte, na arquitetura e no design por ser considerada agradável aos olhos. Seu valor é de 1,618 e, quanto mais você avança na sequência de Fibonacci, maior é a  divisão entre um termo e seu anterior se aproxima desse número.
Indico este livro apesar da contra indicação do meu orientador (muita perfumaria!), mas interessante saber o caminho percorrido antes do conceito  racional sobre Risco e Tomada de Decisões.
Enquanto aguardamos o desenrolar das teorias das Finanças Modernas sobre risco, é melhor tomar vinho, esse sim o único risco é alguns deslizes por conta de uns goles a mais.



Na Foto acima, os amigos mestres, Rafael, Sergio  e Rodrigo comemorando o fim de 3 anos de estudos sobre  Finanças, com  muito suor, algum talento  e quase nada de sorte.

Tema do bate-papo: A comprovação  empírica da existência da lei  de Murphy. "Anything that can go wrong will go wrong". rs

Bibliografia:
BERNSTEIN, Peter. Desafio aos Deuses: a Fascinante História do Risco. Rio de Janeiro, Campus, 1997.

Nenhum comentário:

Postar um comentário