terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A durabilidade das coisas...


Minha geladeira durou 17 anos. Incansavelmente, forte, robusta e reinava absoluta na cozinha.

Hoje, depois de alguns consertos, deixou de existir. Fiquei triste ao vê-la indo embora (doei as peças para a Casa André Luiz). Imagine o que seria do Mercado, da Indústria e do Comércio se “as coisas”, objetos, utensílios, móveis durassem todo esse tempo?
Como seria o mercado na Lei de Oferta e Demanda? E o emprego? A produção? O cluster produtivo no mercado?  Obviamente um outro mercado surgiria e expandiria,  como era algumas décadas atrás. Tudo se consertava e hoje, compra-se novo.  Isso é bom ou ruim?

Imagine só se fossemos aplicar os conceitos financeiros de VPL (Valor Presente Líquido) nesta geladeira. Que valor incalculável teria!. Sem falar no “Mais Valia” defendido por Karl Marx.

Fiquei mesmo emocionada com tudo o que ela representou para mim. 

Senti uma comoção ao vê-la ali, parada, quente, não gelava mais, não fazia aquele barulhinho de motor intermitente que me lembrava a minha infância. (A da minha mãe também durou 20 anos).

 Lembrei-me de quando morava sozinha, a economia que fazia com os potinhos de comida congelada da mãe. Depois quando me casei, a mão na roda que era ter “comidinhas rápidas e congeladas”. Depois os cubinhos de gelo em forma de papinhas para as crianças e por último o suco gelado e a pizza adormecida dos meus filhos adolescentes.  Senti um apego por este objeto que atravessou o tempo na minha vida.

 A durabilidade das coisas e seu  valor real " econômico & emocional" em nosso cotidiano. 

 Fontes:
 http://www.espacoacademico.com.br/038/38tc_callinicos.htm . “The revolutionary ideas of Karl Marx", Editora Bookmarks, Londres.  

 A. A. Groppelli. Administração Financeira. São Paulo. Saraiva. 2010


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