terça-feira, 24 de março de 2015

Quando Menos Não é Mais.





Simples assim!  O economista Francês Piketty jogou tinta no ventilador ao declarar que os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres, até ai tudo bem, a gente sabe disso. Porém, segundo seus estudos, o problema é que esse suposto “equilíbrio” (Pobres & Ricos) se distanciou muito de uma convivência harmoniosa (se isso é possível) e está em “desiquilíbrio”, vejam só!.  E ainda corre-se o risco de travar o sistema capitalista e não ter pobres para contar a história.
Segundo Piketty  é mais ou menos assim:  O “capital” que é a riqueza que gera mais riqueza está concentrado nas mãos de poucas pessoas. (Veja no link  abaixo o gráfico) bem poucas mesmo!  E essa riqueza gera renda e não receita!

 Qual a diferença¿

Renda é obtida pelos aluguéis, dividendos, juros de investimento e não possui lastro produtivo. É capital financeiro sobre acúmulo de juros. Receita é o lucro das empresas ao venderem seus produtos e serviços no mercado, possui lastro produtivo.
Por exemplo:  lucro das empresas(Receitas) em forma de aumento na produção devido ao aumento na demanda de algum bem ou serviço, e portanto, o lastro é a produção e consequentemente o emprego.
O gargalo diz Piketty é se a concentração de renda aumentar muito, mas muito mesmo, e esse rendimento do capital ultrapassar o crescimento da economia.

Vamos imaginar ...

Os trabalhadores ricos, esses que figuram no topo da pirâmide, (menor parte, vide gráfico abaixo) não consomem tudo o que ganham, impossível (caviar todo dia deve enjoar) e então investem o que poupam (criando mais capital), utilizam-se das fontes de acumulação “juros sobre juros” exponencialmente a juros de mercado (Ops! Selic deve bater 13% em 2015). E apenas uma parte do dinheiro que ganham vira consumo, aliás consumo que gastam no estrangeiro.  Segundo o Banco Central, 2014, as despesas de brasileiros no exterior totalizaram 25,60 bilhões de dólares, o maior valor já registrado desde o início da série histórica, em 1947, pois é...

Agora Imaginem os trabalhadores pobres, (vide gráfico no link abaixo) esses que figuram na base da pirâmide, (maior parte) consomem quase tudo o que ganham (casa, saúde, moradia e educação) e não poupam nada ou quase nada, pois não sobra! Não utilizam-se da acumulação capital muito menos da lei do exponencial dos Juros sobre Juros e a distribuição (custo de vida) do que ganham é quase 100% para a sua sobrevivência. E portanto para seu sustento básico terá perda em exponencial! Sendo assim, o Capital (parado, sem lastro produtivo, dinheiro no banco) dos mais ricos crescem exponencialmente ao ritmo de juros de mercado, e o salário dos mais pobres decrescem ao ritmo da inflação, diminuição da força de trabalho e o aumento do custo de vida.

 Para terminar o Francês joga a pá de cal e simplifica: “É muito simples a desigualdade nasce quando a taxa de crescimento do capital, seus rendimentos, é maior que a taxa de crescimento das outras receitas, por exemplo a do trabalho.  Resumindo em um bom português, Dinheiro parado, sem nenhum esforço produtivo, vale mais do que dinheiro ganho com a força do trabalho.
Lembrei-me de uma frase de um outro economista famoso: “No longo prazo, todos estaremos mortos! (Keynes), bom eu já faço parte da parte dos  “Brazillians walking deads”.

Credit Suisse Report

Obs: Pasmem! o Brasil está fora da pesquisa, não foi fornecido acesso a base de dados para o estudo. Mas tudo bem!!!!, seria mesmo vergonhoso se o Frances tivesse tido acesso aos  dados e não encontrasse desigualdade econômica no Brasil. 





Fontes:
Banco Cnetral: http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPEXT. Acesso 18.03.2015.
Revista Veja: http://veja.aumbril.com.br/noticia/economia/gasto-de-brasileiros-no-exterior-e-recorde-em-2014

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