sexta-feira, 22 de abril de 2016

A Contabilidade da felicidade no mundo: bem-estar, satisfação no trabalho e desenvolvimento sustentável.



Arquivo pessoal
O primeiro relatório sobre a Felicidade foi publicado em Abril de 2012, em apoio à reunião do conselho da ONU sobre a felicidade e bem-estar, presidido pelo primeiro-ministro do Butão.  E a partir deste momento a felicidade tem sido considerada como uma variável, ou seja uma medida adequada para representar o progresso social e o objetivo da política pública.

O relatório da Felicidade nos fornece uma contabilidade completa da distribuição de felicidade da população separada por região e país. E a felicidade é tida como uma medida melhor, mais adequada para indicar bem- estar do que os conceitos contábeis de praxe, como por exemplo:  Renda, Classe Social, qualidade de vida entre outros em relação ao contexto social.

Ainda os estudiosos descobriram que a desigualdade no quesito “bem –estar” oferece uma medida adequada em à relação a desigualdade, do que as medidas geralmente aceitas e utilizadas que são a distribuição de renda e a riqueza do indivíduo.   O relatório vai longe e relata que há algumas evidências preliminares de que o desenvolvimento sustentável é uma variável propícia para indicar felicidade e ainda que a felicidade é maior nos países em que estão mais preparados e desenvolvidos em relação ao Desenvolvimento Sustentável, conforme os objetivos aprovados pelas Nações Unidas em setembro de 2015.

E por último os pesquisadores concluem:  O argumento tradicional de que a liberdade econômica deve ser defendido acima de todos os outros valores, parece falhar no teste da felicidade: não há evidências de que a liberdade econômica por si só seja uma das principais variáveis que contribuem diretamente no bem-estar humano, obviamente em relação a sua contribuição para a renda per capita e o emprego.  E por fim os pesquisadores afirmam que há um vasto caminho a aprender sobre as fontes profundas do bem-estar humano, principalmente no que se refere as características específicas do trabalho e sua relação favorável ou desfavorável ​​para a felicidade. O relatório termina mencionando o Papa Francisco que compartilha e enfatiza que a satisfação no trabalho é fonte fundamental do bem-estar humano.

Para ler na íntegra o RELATÓRIO DA FELICIDADE MUNDIAL DE 2016:  http://worldhappiness.report/

Fonte: Helliwell, J., Layard, R., & Sachs, J. (2016). World Happiness Report 2016, Update (Vol. I). New York: Sustainable Development Solutions Network.