Em finanças toda vez que é preciso explicar a
teoria EMH – Mercado Eficiente conta-se uma piada, lembrei me dela por esses
dias em férias, principalmente depois que o Thaler[1]
( Prémio Nobel em economia comportamental) disse que somos todos tolos e irracionais...
“Dois pesquisadores encontram uma
nota de 50 reais na calçada. Um dos
pesquisadores diz: Não é uma nota de 50 dólares no chão? O outro
afirma: Parece, mas se fosse alguém já teria passado e ficado com ela”. Eugene Fama em 1960[i]
diz alega sob a hipótese de mercado eficiente, a qualquer
momento, em um mercado líquido, os
preços refletem todas as informações disponíveis. Ou seja, se fosse uma nota de $50 dólares
alguém teria pego[2]!
Parece lógico, não é? Porém
algumas considerações sobre o fato de que $50 dólares podem não parecer
$50 dólares, vejamos. Temos como diz os pesquisadores que levar em conta que o
passado e simulações históricas não interferem ou não são relevantes em relação ao
futuro, e que o preço, por exemplo de alguma coisa (produto ou
serviço) é um “passeio aleatório”[3]
ou seja, o passado não representa o
futuro. Portanto $50 dólares podem não ser mesmo $50 dólares, pode até parecer,
mas o mercado pode dizer que não é.
Calma... ainda alguns dizem
que a única verdade é que as informações são suficientes e necessárias
para ajustar o preço no mercado somente hoje e não amanhã , pois amanhã, todos estaremos mortos, isso quem diz já é o Keynes.[4]
Eita?! Mas como estou em férias voltei a pensar
na Teoria do Prospecto[5]
( também Nobel em Finanças Comportamentais)
talvez o que falte para a gente perceber que $ 50 dólares são $ 50 dólares
é um “ponto de referência” , algo
que defina $50 dólares. Mas então voltamos a
teoria sobre o mercado de capitais é eficiente que significa que todo mundo possui informações e,
portanto, se $50 dólares fosse $50 dólares
não estaria no chão. Vou tomar um café...
Voltei rápido... lembrei já
definiram[6]
Eficiência em níveis, vejamos: Os preços
refletem as informações contidas nos preços dos históricos, e, portanto, discordamos que os preços é um passeio
aleatório e, sendo assim , é uma afirmação (Fraca). Segunda, os preços refletem
não somente o passado como também toda a informação publicada restante, ou seja, os preços se ajustam pela informação pública,
considera- Semiforte. Terceiro, os preços refletem não somente a informação pública,
mas também a informação futura em base de dados intrínsecos da empresa, bem
como da economia vigente, e com isso entrará o conceito ainda inseguro em
finanças, porém com fortes tendências a ser tornar cientifico que seria
investidores com sorte investidores sem sorte, pois dependerão muito
do lado esquerdo do cérebro para administrar os ganhos do lado direito. Mas, que sorte, é aleatório, ou não? E se
considerarmos o que o Thaler disse que somos irracionais?
Já angustiada refleti sobre as anomalias?
“Aquilo que apresenta uma anormalidade ou irregularidade, que não é normal, não
contém um padrão regular, e sim típico”
Então estamos falamos de comportamento? O preço só se diferenciaria se
eu soubesse, encontrasse, previsse previamente as anomalias do mercado e ainda tivesse sorte e
um ponto de referência, então poderia considerar que $50 dólares são $50
dólares. Parei por aqui, acho que
preciso de terapia.
Decidir fazer um passeio
aleatório no bairro e vê se acho $50 dólares e então decidirei se os “mercados” tem ou não tem memória, se existe preço justo, se $50
dólares para mim, não é o mesmo para
você e etc.
Já se foi o tempo que a
psicologia era uma coisa e economia era
outra, esse casamento tem mudado o jeito
de viver a vida, ainda bem.
[1] Thaler, Richard H.,
1945–Nudge : improving decisions about health, wealth, and happiness / Richard
H. Thaler and Cass R. Sunstein.
[2] BREALEY, Richard
A.; MYERS, Stewart C. Principles of corporate finance. 5.ed. New York, N.Y.:
MacGraw-Hill, 1996
[3] Fama, Eugene F.
(September–October 1965). "Random Walks In Stock Market Prices".
[4] Keynes, John
Maynard, 1883-1946. The General Theory of Employment, Interest and Money. London :Macmillan, 1936.
[5] Kahneman, D. (2012). Rápido e devagar: duas formas de
pensar (p. 607). Rio de Janeiro: Objetiva.
FAMA, E. F. Efficient Capital Markets: A Review of Theory and Empirical
Works. The Journal of Finance. V.25, n.2,
p.383-417. may.1970.
