domingo, 6 de janeiro de 2019
Professor Disruptivo
Assim que iniciei na docência ouvi de um premiado colega de cabelos grisalhos, e por essa última qualidade, prestei bem atenção ao que dizia: “Nada substitui o poder do giz, (ou canetão), suor e saliva" para estabelecer a relação professor-aluno e quando “essa técnica” acontece em consequência ao processo intelectual ativo você estará promovendo o pensamento independente do seu aluno, e não é por não ser novo que não é inovador. E sempre que vejo um giz (canetão) lembro-me do pensamento socratiano que propunha aos interlocutores que colocassem suas concepções acerca de um tema e debatessem. Depois eram conduzidos a uma nova perspectiva do mesmo tema e questionados incessantemente e então “pariam-se” novas ideias. Será que nós, professores estamos viabilizando o nascimento de novas ideias, tal qual Sócrates? Obviamente uma Maiêutica atualizada e adaptada ao nosso século, utilizando-se porque não de tecnologias e novas metodologias de ensino. O aluno que pergunta já sabe a resposta, mas ele deseja o diálogo, a troca, a referência ou apenas a constatação de que já sabia a resposta. É aí que o professor atua como agente ativo, disruptivo, elo elucidativo na construção do conhecimento fomentando ambientes para o parto de novas ideias nos próximos 50 minutos ou 50 anos.
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