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Os agentes econômicos não são racionais afirma a Economia
Comportamental e quem endossa tal
afirmação é o Prêmio Nobel 2017 Richard
Thaller. Porém desde há muito tempo Adam
Smith ( 1759) já desconfiava que fatores emocionais estariam presentes no ato de tomar decisões (
em seu livro “The Theory of Moral
Sentiments”) além é claro, de categoricamente afirmar que o agente econômico é
egoísta.😧
Mas não levamos
muito a sério tal descoberta e agora diante de tantas contribuições da Economia Comportamental começa-se a reflexão
de que nos dias atuais a racionalidade está em baixa no mundo. Vejamos, Tversky e Kahneman (1984) outro Prêmio Nobel afirma em sua Teoria do Prospecto
que os indivíduos teriam uma maior aversão à perda, do que o ganho. Melhor, que a dor da perda de uma aposta é maior do
que a simpatia, vontade de ganhá-la.
Pois é, parece estranho, mas é isso. Você prefere até não ganhar do que ter que
perder.
Há pesquisas que
indicam que boa parte da população utiliza o Consumo, o ato de comprar, para
aliviar o stress e para se sentir bem. A pesquisa realizada pela SPC Brasil em
2016 aponta que três em cada dez (29,5%) consumidores
concordam que fazer compras melhora o humor e 24,5% confessam realizar compras
quando se sentem deprimidos. Isso é racional?
Sem mimimi, faça
uma triagem no seu extrato do cartão de crédito, procure por aquele item
recorrente em suas compras e verifique
se o ato da compra coincide com momentos de estresses e de oscilações
emocionais. Identifique qual o comportamento que o leva a comprar, consumir
"sem uma real necessidade" e observe o quanto de dinheiro foi gasto e
ainda não consideramos isso como perda... Felizmente eu já
identifiquei o meu, o item é livro, o
sentimento é de felicidade, e mesmo assim me controlo toda vez que passo por
uma livraria. Não consigo ler todos os livros que desejo ao mesmo tempo,
portanto farei um gasto que posso posterga-lo e ainda corro o risco de comprar mais barato o livro,
ou tempo para programar a compra.
Fontes:
KAHNEMAN,
D. Thinking, Fast and Slow. Penguin Books, 2011
SMITH,
A. The Theory of Moral Sentiments. Cambridge University Press, Cambridge, U.K,
(1759) 1981
SPC Brasil. Consumo. Disponível
emhttps://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/pesquisa/1207 Acesso em 31.jul.2018.
THALER,
R.H. Misbehaving: The making of behavioral economics. W. W. Norton &
Company, Inc, New York, 2015.

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