quinta-feira, 14 de julho de 2011

O Professor Exemplar

Uma experiência interessante proposta pelos professores da disciplina Ensino na Administração: Estágio docente para alunos de mestrado. Após observações uma grata surpresa, como ser professor?

O professor exemplar defendido por Lowman (2007) está em período de gestação. Há sem dúvida muitos aspectos a serem discutidos antes de se definir o que é ser exemplar em uma sala de aula. Entretanto após o estagio pude concluir que o formato do professor ideal diante desta sociedade em constantes transformações, principalmente tecnológicas é um grande desafio para a Educação.

Diversas metodologias foram estudadas a fim de proporcionar ao professor e ao aluno um desempenho positivo em relação a aprendizagem em sala de aula, conforme Lowman (2007), mas me pareceram, por vezes, sem efeito. Nas observações realizadas por ocasião do estágio, pude observar o grau de responsabilidades assumidas pelo professor em sala de aula, principalmente no aspecto cognitivo da educação, seja por processos educacionais ou simplesmente pelo convívio no dia a dia com os alunos. A relação aluno-professor defendida por Lowman é necessariamente uma relação interpessoal e afetiva,percebe-se claramente que há preferências por professores em relação aos alunos e muitos alunos defendiam o professor por motivos bem subjetivos e surpresamente não correlacionados as técnicas ou ao currículo do professores. A qualidade das aulas era percebido pelos alunos como sendo responsabilidades interpessoal do professor, classificavam uma aula como sendo boa e adequada somente se o “professor era um cara bacana” e, portanto e conseqüentemente gerava uma expectativa que iria fazer uma boa preleção capaz de empolgar e incentivar os alunos.

O professor exemplar, de acordo com as observações realizadas, é possivelmente um conjunto de múltiplas habilidades humanas a serem desenvolvidas pelos professores em busca de um ensino eficiente. Mas o que é ser eficiente? É suficiente?

Antes de ser professor, o professor devia-se perguntar se tal profissão é também fonte de prazer para si próprio, pois no processo cognitivo defendido por Machado (2008) é necessário estabelecer uma relação de mão dupla no caminho da reciprocidade entre aluno e professor, e o caminho ao meu ver, é um iceberg, sendo gestado por nossas constantes transformações sociais e tecnológicas, pronto a emergir.


Referências bibliográficas
LOWMAN, J. Dominando as Técnicas de Ensino. São Paulo: Atlas, 2007.
MACHADO, N. J. Imagens do conhecimento e ação docente no Ensino Superior. Cadernos de Pedagogia Universitária, n.5, junho, 2008.

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